Os animais dão-me lições de vida constantemente, e por vezes são tão fortes que me sinto simplesmente básica, mesquinha e pequenina perante tamanha bondade… Todos fomos filhos, pais ou vamos ser… Quase todos marram de frente com o pai ou com a mãe, outros simplesmente não se identificam, outros chegam ao odio e outros vagueiam no desprezo… No entanto há pais que marram mais ainda com os filhos, porque não se identificam, porque queriam que fosse advogado e é musico, outros porque querem freiras e têm umas assanhadas em casa, outros porque francamente devem andar fartos da porcaria de vida que têm, e como não deve haver mais nada à mão, embirram com os putos ou com as esposas que casaram porque já estavam grávidas, ou porque queriam criadas e não tinham como pagar… Estes são os casos que mais aparecem, outros chegam mais longe, aliás mais baixo, batem nos filhos porque tem dependências, porque tem problemas mentais que não resolvem ou que trouxeram de recalcamentos infantis e transportaram até se tornarem adultos amargos e maus… Infelizmente o que mais se vê são pais e mães que batem nos filhos, que os assassinam à pancada, com requintes de malvadez, que os molestam, e que por vezes fazem isto tudo e eles vivem para além do que é possível viver na dor e no sofrimento… Tenho a tendência de pensar nos animais e nas crianças juntos, pelo facto de ambos não terem voz ou maneira de se defenderem dos adultos, dos “maus,” como eu dizia em criança… Quando o meu pai dizia para não falar com os estranhos, explicava que alguns eram “maus”! Então ficaram os maus, todo e qualquer personagem que na minha imaginação representassem perigo era um “MAU”! Em crescida acrescentei à lista mais uns termos, porque percebi que existem diversos tipos de maus e necessitei de alargar o vocabulário para os insultar sempre que posso! Infelizmente os “maus” na sociedade não são todos facilmente identificáveis, e nem todos tem ar de alucinados ou bizarros! Alguns, são senhores e senhoras que vestem Prada, que moram perto das nossas casas e que aparentemente são cidadãos exemplares… É o mundo Apolineo no seu melhor, encarceraram o Baco nas masmorras, e disfarçaram a maldade com a beleza e luxo. Não quero com isto dizer que os maus são todos bem vestidos, existe por ai cada matarruano mau, tchii, são tão maus como tem falta de gosto… O que eu quero dizer, é que na nossa sociedade tudo é disfarçado… Ou seja a porcaria existe, está é tapada em alguns casos, com lençóis de seda…. No mundo animal a coisa é basicamente igual ao que sempre foi… Talvez por isso se chame frequentemente aos gatos que não se deixam apanhar na rua de selvagens!
A Ema é uma cadelinha que permaneceu na rua durante meses com uma pata literalmente presa por pele… foi cortada ou entalada em algo muito forte e a sua patinha ficou quase desfeita… Vivia na rua, entre um passeio e outro, mas era feliz… Pensam vocês, feliz, sem ter casa, sem ter comida, sem ter quentinho…. Com uma pata meia desfeita, a agonizar de dores, com uma infecção. Tchii , que lista! Pois, mas era! Quando a fomos socorrer, vi nela um olhar tão triste… pensei que era das dores, da pata estar naquele estado horrível… Pois bem, a Ema foi levada para um Hotel e foi assistida por um veterinário que tenta a todo o custo salvar a patinha, tinha uma caminha fofa, tinha comida, tinha carinho, tinha segurança, e as dores foram aliviadas por fármacos… Mas a Ema, não era feliz, e para nosso desespero fugiu do hotel e andou 3 dias desaparecida… Fui dar com ela num jardim depois de Caxias, perdida de cansaço, com a pata super inchada… tinha vindo de Barcarena até ali a pé… E sabem porque? Porque nessa rua onde ela vivia perto de Oeiras, onde não tinha quase nada, tinha a razão da sua existência, tinha o seu filho, já cachorrão que lhe trazia comida dos caixotes do lixo, que partilhava com ela todos os pedacinhos de comida que conseguia do lixo, que partilhava com ela o sol, a chuva o frio e o calor, que partilhava com ela o AMOR, puro, desprovido de tudo e de todos, numa rua, perdida no mundo, que gira sem se importar com os que sofrem, com os que gritam de medo e de terror, com os que vêem morrer os que amam… O filho, tinha ficado no mesmo sítios, porque além de não estar lá no dia que recolhemos a Ema, não tínhamos como suportar as despesas do hotel dele, nem espaço para o colocar… Com a esperança de resolver rapidamente esta situação, pensamos que o importante era tratar da Ema… Mas o importante para a Ema era estar com o filho, com a razão de viver, e rasgou a vedação, saltou um muro de 2 metros e andou quilómetros e quilómetros de estrada, em busca daquilo que mais ama, o filho… O Filho por sua vez desapareceu logo que recolhemos a mãe, e sabemos hoje que veio em busca dela… Quem de nós teria coragem para tanto… quem de nós suportava tanto por amor… quem de nós conhece um amor assim…
Conhecem eles, e hoje já sabemos onde ele está, e já disse ao ouvido da Ema que falta pouco para estarem juntos, tal como ambos tanto anseiam! A Ema recupera da pata aos poucos, e agora tem uns arranhões no nariz, feitos nas diversas diligencias que faz diariamente na esperança de voltar a escapara e ir ao encontro dele… Sou racional, e sei que a nossa linguagem não faz totalmente sentido para os cães, mas quando cheguei ao hotel esta semana, ela veio mostrar a pata, como se disse-se “estou boa, deixa-me ir”, e quando a encostei a minha cara e lhe disse que sabia onde ele estava e faltava pouco para estarem juntos, senti…que ela percebeu, e agradeceu… O que ela me ensinou, foi que o amor pode existir em situações extremas, e quando é puro vale por tudo! O que ela me ensinou é que ser mãe, não é ter filhos para os vestir de Gant ou para ansiar que eles sejam o que não fomos capazes de ser, nem para solidificar relações amorosas, em sequer para cumprir o dever da procriação, e para parar de ouvir as mulheres mais velhas, a dizerem, então quando é que te vejo de barriga! Ter filhos é amar, proteger e partilhar… até as mais pequenas coisas, como olhar o céu e dizer que o mar é lindo… Um dia quando for mãe, com ou sem barriga, vou dizer aos meus ANÕES (termo que utilizo para descrever os miúdos pequenitos), que não sou a mãe deles, sou a que os ama como a Ema ama o Gandor, e conto esta historia….
Um dia, uma cadelinha ensinou-me mais isto…
Texto retirado do blog-http://encontra-me.blogs.sapo.pt
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Atrás das grades é assim...
Este texto pretende acima de tudo mostrar tão amigos que são dos animais aqueles que os entregam no Canil Municipal porque são velhos, porque a cadela deles pariu, porque o filho se cansou do cão, porque afinal o cachorro salta muito, porque arranjaram outro do qual gostaram mais! Este video é para os que nunca entraram num Canil e não tiveram que sentir a dor lacinante dos uivos, do choro, do pedido de ajuda destes focinhos atrás das grades. Aqueles que choram durante 8 dias e encontram um dono que os mima para o resto da vida é uma parte... outros sofrem tudo isto tendo um fim como certo... o abate! É assim a entrada por aquelas portas... Estamos rodeados de grades, celas frias e húmidas que era bom que estivessem vazias. Pelas aberturas das grades espreitam focinhos com olhos brilhantes, os que têm a coragem de vir pedir uma oportunidade. Uivam, choram, mordem as grades num acto desesperante provocado pela incompreensão da clausura e solidão. Como foram ali parar se ainda ontem tinham uma caminha confortável, a mão de um dono que lhes afagava o pêlo, os cheiros que conheceram toda a vida... quem sao estas pessoas que entram por estas portas e nos olham sem saberem se nos hão-de tocar ou desviar o olhar? Quem são estas pessoas que têm o poder de abrir estas grades mas não o fazem? Que mal fiz eu para estar preso? Pensei que o meu dono estivesse orgulhoso porque cresci mais do que ele esperava... pensei que vinha dar uma volta ao jardim quando entrei no carro... se ele voltar vou mostrar-lhe ainda mais afecto e dedicação... Outras celas parecem vazias porque parece que o residente desistiu da vida. Ficam encolhidos num canto a tremer de frio. Olham para a parede como se olhar nos nossos olhos os pudesse magoar. Não têm só medo... estão aterrorizados. Estes são os que dói mais conhecer pois normalmente são abatidos sendo também os que mais sofreram com a sua estadia no Canil. O Canil não é o que vêem quando chegam á porta e há alguns animais a correr no pátio. E lá dentro? O que se passa quando estão lá dentro que é onde se passa a maior parte do tempo? E os que nunca saiem á rua? Pensem nisto, vejam isto, oiçam isto... Se eles têm a capacidade de pedir ajuda o que faz os (des)humanos pensar que eles não sofrem? São estas imagens que retiram ao ser Humano o direito de fazerem deles o que lhes apetece. Eles sofrem, sim... é por isso que precisamos pessoas que lutem deste lado! Ajudem-nos... os residentes que vêem no vídeo são os que se econtram no Canil neste preciso momento. O Cocas, o Rafa, o Pego, a Molly, o Lulah, o Farrusco, a Wela e suas crias... enfim... tudo actos de amor dos malditos Humanos! Salvem-nos se puderem... Eles não têm todo o tempo do mundo. Atrás das grades é assim...
760300030 BOLSA MATEUS , OS RESULTADOS DA SOLIDARIEDADE PODE ESTAR NUM GESTO SEU
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Texto extraído de um comentário em Pelo aPelo
Olá Dono, se estás a ler estas palavras, é porque já não estou neste mundo para te fazer companhia e brincar contigo.
Quero te dizer que adorei todos os momentos que passamos juntos. Ao escrever estas palavras imagino o focinho que fazias sempre que chegavas a casa e me chamavas para me fazeres festas e brincares muito comigo. Quase todos os dias, sentia o cheiro de outros cães, cães com que estiveste antes de vir ter comigo. Mas não me importava, sabia que era só trabalho, sabia que ao fim do dia voltavas para mim, sabia que por mais cansado que tu viesses, havia sempre tempo e alegria para estar comigo.
Gostava que todos os cães tivessem um dono como tu, que os acarinhasse e entendesse. Infelizmente, sabia que nem todos os cães com quem ladrava durante a noite, eram tão bem tratados como eu, alguns até tinham sido abandonados pelos seus donos. Tanta vez te ouvi gritar com os humanos para tratarem bem as suas mascotes. Enfim, eles encolhiam as orelhas e metiam o rabo entre as pernas e voltavam a ganir para casa, para dias mais tarde cometerem os mesmos erros.
Quero que entendas que todas as vezes que te roí os sapatos, que destruí os tapetes da tua casota, que fiz as necessidades (porque estava à rasquinha) dentro da tua casota, que escavei no jardim e estraguei aquelas coisas que cheiravam bem, fiz tudo isto porque me sentia sozinho. Desculpa Dono, desculpa por tudo isto, sei que quando chegavas a casa e vias aquele cenário dantesco, tinhas vontade de ladrar bem alto comigo, mas tu melhor que ninguém sabias que não ia adiantar nada. Em vez disso, chamavas-me e apertavas-me contra o teu corpo, como se tivesses medo de me perder. Por vezes, durante o dia, vinhas a casa ver como eu estava e depois ia-mos passear e tu mandavas-me fazer aquelas coisas esquisitas como sentar, deitar, ficar quieto, enfim esquisitices, mas eu fazia tudo, fazia tudo como tu me tinhas ensinado porque sempre que fazia aquilo tu fazias-me muitas festinhas, davas-me uma guloseima, fazia tudo aquilo porque adorava ver o teu sorriso, a tua voz suave e o brilho no teu olhar. O teu olhar dizia tudo, quando estavas contente, quando estavas zangado. Quando estavas triste e ganias baixinho e eu me aproximava de ti devagarinho e lambia o teu focinho, nunca soube o que eram aquelas gotas salgadas que escorriam dos teus olhos. Quero que fiques com todos os brinquedos que me destes, com todos os buracos que escavei, com todos os vasos que destruí. Quero que fiques com toda a força que sempre me demonstrastes.
Quero que fiques com todo o carinho, atenção e amor que todos os dias me deste.
Quero que guardes a minha cama que ficava no alto da tua casota e de onde eu conseguia vigiar todo o meu território, que guardes essa cama, essa cama onde tu dormiste tantas noites ao meu lado quando eu era pequenito e estava doente, quero que guardes as lembranças de quando eu doente dormia no teu colo e tu passavas noites inteiras a cuidar de mim, a abraçar-me, a aquecer-me, a proteger-me. Queria tanto continuar neste mundo para te proteger dos outros cães e dos outros humanos, como tanta vez o fiz no passado. Não consigo resistir mais, estou aqui deitado neste chão frio. Tenho tanto frio. Onde estás tu Dono??... Vem para casa, preciso de ti, sei que quando saístes de casa eu estava bem mas. Vem para casa Dono, preciso de ti. Sei que quando chegares a casa e chamares por mim e eu não aparecer, vais ficar aflito, vais procurar por mim e quando me encontrares, vais pensar que estou a dormir. Vais-te aproximar e vais sentir que algo não está bem e por fim descobrir que já cá não estou. Sei que vais gritar como nunca gritastes, sei que vais chorar como nunca chorastes. Sei que vais apertar o meu corpo sem vida contra ti. Sei que vais imaginar que alguém me fez mal e jurar aos Deuses que vais encontrar e fazer pagar com a vida por me terem feito mal.
Mas não foi ninguém, foi o meu coração que não aguentou. Apesar de ter só dez meses. Sei que quando me enterrares, vais fazer a coisa que mais te custou fazer até então na tua vida. Parece que te estou a ver. Lá estão a escorrer aquelas gotas no teu focinho. Queria tanto lamber o teu focinho uma última vez. Adeus Dono.Vou deitar a cabeça e esperar mais um pouco. Sinto cada vez mais frio. Vem para casa
Dono, preciso de ti, apenas queria te ladrar uma última vez e dizer-te adeus, para seres feliz e que te Adoro.
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Urgente
Visitem o Perfil de Projecto há uma menina especial a necessitar de um dono ainda mais especial!
Olá! Adorei os seus trabalhos!!! Tem mesmo muito jeito e bom gosto ;) Eu também faço artesanato, mas nada virado p/a costura, se bem que gostaria de aprender!! Convido-a a visitar o meu blog http://ositiodoartesanato.blogspot.com/ :) Muitos parabéns e felicidades, continue a brindar-nos c/trabalhos tão lindos como estes!! E sempre a ajudar os animais, que tanto precisam de nós! Um beijinho, Carina
Feliz Natal - Mensagens e imagens!